sábado, 21 de novembro de 2009

Cadeis alimentares

Produtores, consumidores e decompositores



Os seres vivos que compõem um ecossistema são denominados componentes bióticos e seu conjunto é denominado biota ou biocenose. Eles se organizam em três categorias: produtores, consumidores e decompositores.


As plantas são a base da cadeia alimentar.
Produtores ou autótrofos

Os produtores ou autótrofos são organismos capazes de fabricar seu próprio alimento. Na natureza, os principais produtores são as plantas e as algas. As substâncias que esses seres vivos produzem por meio da fotossíntese são indispensáveis para sua nutrição e também para a nutrição dos seres vivos que não fazem fotossíntese ou não são produtores.


Fique ligado!
Em todos os ecossistemas, há organismos que dependem das plantas para sobreviver. Por exemplo: na copa de uma árvore, insetos comem folhas ou sugam o néctar das flores. Larvas de moscas (bicho-da-fruta) e passarinhos comem os frutos. No solo, sob a árvore, insetos e microorganismos alimentam-se de folhas, flores e frutos que caem. Todos esses seres vivos estão ingerindo substâncias que a árvore produziu com a fotossíntese.

Consumidores ou heterótrofos

São os organismos incapazes de produzir seu próprio alimento. Por isso se alimentam dos produtores ou de outros consumidores. Os consumidores podem ter vários nomes de acordo com o tipo de alimento que consomem. Veja os seguintes exemplos:

Tipos de consumidoresDo que se nutremExemplos
Herbívorosplantasgafanhoto, preá, capivara
Carnívoros carnede outros animais onça, leão, gavião
Onívorosplantas e animaishomem, lobo-guará
Hematófagossanguepernilongo, carrapato
Insetívorosinsetostamanduá e algumas espécies de pássaros
Detritívorosdetritos vegetais e animaiscertos tipos de caramujo

Os animais herbívoros são os primeiros a consumir a matéria orgânica produzida pelas plantas. Por isso são chamados de consumidores primários. Quando um animal carnívoro nutre-se de um herbívoro, ele é classificado como um consumidor secundário. Outros carnívoros alimentam-se de consumidores secundários. Eles são os consumidores terciários. Os consumidores quaternários são aqueles que se alimentam dos terciários. Cada um desses níveis – primário, secundário, terciário – é chamado de nível trófico.

Fique ligado!
Cadeia alimentar é o caminho que a matéria orgânica segue desde os produtores até os decompositores, passando pelos consumidores.
Decompositores

São os organismos que se nutrem de restos de plantas e animais mortos. Compreendem as bactérias e os fungos, que atuam como verdadeiras "usinas processadoras de lixo": decompõem organismos mortos, transformando-os em substâncias simples (sais, gases e água). Essas substâncias podem ser reaproveitadas pelos produtores. A ação decompositora permite a reciclagem de matéria orgânica e impede que o planeta fique recoberto por uma camada orgânica morta – fato que poderia comprometer a existência da vida na Terra. Nas cadeias alimentares que ocorrem nos ecossistemas aquáticos, o nível trófico dos produtores é ocupado pelo fitoplâncton (algas microscópicas). Os consumidores primários estão representados por minúsculos animais, freqüentemente microscópicos, como microcrustáceos, larvas de insetos, protozoários e outros, que formam o zooplâncton. Os consumidores secundários são pequenos peixes que devoram os consumidores primários. No nível dos consumidores terciários, estão animais maiores – peixe, cetáceos, aves predadoras de peixes e, muitas vezes, até o próprio homem.



Arma secreta: aquele cafezinho




Na falta de uma vacina preventiva, a única maneira de evitar a dengue é prevenir a picada. E na guerra ao mosquito vale tudo: areia nos vasos, tampa na caixa d'água e – acredite se quiser – borra de café.

Um cafezinho para o mosquito


A borra de café – aquele pó molhado que fica no coador – é uma excelente
arma na luta contra o mosquito da dengue.
Sabe aquele pó que sobra depois que sua mãe côa o cafezinho da manhã? Ele pode ser mais uma arma eficaz no combate ao mosquito da dengue. A descoberta foi feita no final de 2001, pela bióloga paulista Alessandra Laranja, aluna de doutorado do Instituto de Biociências, Letras e Ciências Exatas (Ibilce) da Universidade Estadual de São Paulo (Unesp), em São José do Rio Preto. Alessandra faz parte da equipe orientada pela professora Hermione Bicudo que, há algum tempo, estuda os efeitos da cafeína em vários tipos de animais. Quando os testes foram feitos com as larvas do Aedes aegypti, qual não foi a surpresa quando a pesquisadora percebeu que os futuros mosquitinhos morriam intoxicados pela cafeína. Qual foi a conclusão? Se dissolvermos borra de café – exatamente o pó molhado que sobra depois que o café é coado – na água parada, o mosquito não consegue sobreviver.



Para que a borra de café tenha efeito contra o Aedes aegypti, é importante seguir as medidas recomendadas e refazer a mistura a cada semana.
Na concentração certa

A borra de café pode ser usada com eficácia no pratinho de todos os vasos de casa, sem danificar as plantas. Também pode ser espalhada sobre a terra do vaso, porque até mesmo uma fina película de água pode servir de "ninho" para os ovinhos do mosquito da dengue. Mas para que esse "remédio caseiro" funcione, é fundamental que a borra de café seja utilizada de maneira correta e na medida certa. "Não queremos servir cafezinho para o Aedes, queremos intoxicá-lo", lembra a professora Hermione. A quantidade de borra varia de acordo com a quantidade de água que se acumula.


Siga as instruções:

• para cada copo de água acumulado, coloque quatro colheres de sopa de borra de café. Espalhe a borra no prato ou sobre a terra. A água acumulada vai dissolver a substância e se tornará imprópria para o crescimento das larvas.

• nova borra deve ser colocada a cada semana.

Nada de água parada

Apesar da eficácia comprovada pelas pesquisas, a borra de café não deve substituir as medidas utilizadas normalmente no controle à dengue. Apenas servir como complemento - em um vaso que precisa de muita água, por exemplo, você deve usar a borra de café. Caso contrário, a melhor atitude é esvaziar os pratinhos e enchê-los de terra ou areia. Veja o que mais precisa ser feito e cheque se sua casa ou sua escola não são "maternidades de Aedes":

O método mais recomendado
no combate ao mosquito ainda é o uso de areia nos pratos de todos os vasos.
• Não deixar acumular água em vasos, pratos e jarros de plantas.

• Não deixar jogados objetos que possam acumular água, como latas, copos e embalagens plásticas.

• Deixar garrafas e frascos vazios de cabeça para baixo.

• Deixar pneus velhos em local seco e protegido da chuva.

• Manter latas de lixo tampadas e secas.

• Manter caixas d'água, cisternas e outros reservatórios de água bem fechados, sem frestas, impedindo a entrada do mosquito.

• Trocar a água dos animais diariamente e lavar os recipientes com escova ou bucha.




O dia-a-dia do mosquito



Qualquer um é capaz de matar um mosquitinho, né? É, mas no caso do Aedes aegypti não basta matar. É preciso impedir que novos mosquitinhos nasçam e saiam por aí se banqueteando com sangue humano e transmitindo o vírus.

Hora do almoço

Sabe aquele mosquito que vem zunir na sua orelha bem na hora de dormir? Não se desespere. Esse mosquito é chato, mas não transmite a dengue. Ao contrário de seu parente Culex - esse que passeia pela noite -, o Aedes aegypti só pica durante o dia. Outra característica peculiar: o mosquito da dengue é uma espécie "doméstica". Adora cidades – dificilmente aparece no campo –, pois é onde encontra locais em abundância para se reproduzir. O Aedes aegypti nasce e cresce na água parada e limpa – sabe aquela água da chuva que fica empoçada em latas, pneus e vasos? É a ideal. Além disso, nas cidades o Aedes aegypti não tem predadores naturais: pode crescer e se multiplicar à vontade, sem se preocupar em ser devorado por outros bichos. E ainda tem muita comida disponível: nosso sangue.


Vizinhos incômodos


Os pratinhos cheios de água daqueles lindos vasos que temos em casa são verdadeiras "maternidades" para o Aedes aegypti.
O mosquito da dengue gosta tanto de gente – que, afinal, lhe fornece casa, comida e "maternidades" de montão – que dificilmente é encontrado a mais de 100 metros das residências. Na hora de botar seus ovos, a fêmea procura recipientes de boca larga, em locais com sombra. Entre os preferidos estão os pratinhos dos vasos, os vasos de plantas aquáticas, as caixas d'água sem tampa. Os ovos são fixados nas bordas do recipiente e uma simples película de água é suficiente para que se desenvolvam fortes e saudáveis. Por isso, trocar a água dos vasos periodicamente, ao contrário do que muita gente pensa, não impede que o mosquito nasça. Ele só ganha uma "agüinha nova", para continuar crescendo. Em 48 horas os ovos estão prontos para eclodir: e as larvinhas continuam a se desenvolver na água. Em menos de 12 dias essas larvas passarão pelo estágio de pupa e se tornarão adultas e famintas, prontas para picar várias pessoas.
Fique ligado!
Apenas a fêmea do Aedes aegypti pica os seres humanos. Os machos se alimentam de frutas. Logo depois do acasalamento, as fêmeas saem em busca de sangue humano: daí tiram a proteína necessária para o desenvolvimento dos ovos. A vida média das fêmeas é de 45 dias e, uma vez contaminada pelo vírus, ela continuará transmitindo dengue pelo resto da vida.


Dengue

Afinal, o que é dengue?



O Aedes aegypti pode ser identificado pelas manchas brancas no corpo.
Todo ano, nessa época, a história se repete: campanhas e mais campanhas contra a dengue, panfletos, casos da doença que se multiplicam. Saiba o que é essa doença e o que ela causa.

Todo cuidado é pouco

A dengue é uma doença causada por um vírus do gênero flavivírus. Entre seus principais sintomas estão febre alta por vários dias, dores de cabeça e nos olhos, náuseas, falta de apetite e manchas vermelhas pelo corpo. Esse mesmo vírus causa a dengue hemorrágica, versão mais potente da doença, que pode levar à morte. Os sintomas iniciais são os mesmos da dengue comum, mas depois de alguns dias acontecem sangramentos – principalmente no nariz, nas gengivas e no tubo gastrintestinal –, queda da pressão sangüínea e alternância de estados de sonolência e irritação. É impossível saber se uma pessoa infectada vai desenvolver dengue comum ou hemorrágica, mas pessoas que já contraíram a doença uma vez têm maiores chances de desenvolver dengue hemorrágica ao serem novamente contaminadas. Por isso, todo cuidado para evitar a doença é pouco.


As larvas do mosquito se desenvolvem em água parada e limpa.
Mosquitinho leva-e-traz

Uma pessoa contaminada pela dengue não transmite a doença para outras pessoas diretamente. Quem passa o vírus de uma pessoa para outra é um mosquitinho chamado Aedes aegypti (a pronúncia correta é "Edes egípti"). Ao picar uma pessoa doente, o mosquito bebe o sangue contaminado com os vírus. Na próxima refeição, ele deixa o vírus em uma pessoa sadia, espalhando a doença. Se não tiver mosquito, o vírus não passa para outras pessoas, correto? Sim. Por isso, todas as campanhas de controle da dengue têm um único objetivo: destruir o Aedes aegypti. Parece fácil, mas na prática a situação está cada vez mais grave. O número de mosquitos aumenta a cada dia e, com ele, o número de casos da doença em várias cidades brasileiras.

Bactéria

Bactéria
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Ser vivo unicelular e microscópico, pertencente ao Reino Monera. Assim como todos os seres deste grupo, é formada por uma célula procarionte (desprovida de membrana nuclear). Por não apresentar o envoltório protetor do núcleo, o material genético (cromatina), constituído por uma única molécula de DNA (ácido desoxirribonucléico), encontra-se disperso no citoplasma. Apresenta membrana plasmática recoberta e protegida pela parede celular, de consistência gelatinosa. As bactérias causam várias doenças infecciosas .

A transmissão pode ser feita pelo ar ou por contato direto (gotículas de saliva ou muco) ou indireto.

As bactérias podem ser classificadas segundo a forma. As esféricas são chamadas cocos; as alongadas em forma de bastão são os bacilos; as espiriladas, espirilos; e as em formato de meia-espiral denominam-se vibriões. Algumas espécies, para melhor desenvolverem as funções de nutrição e proteção, podem apresentar-se em agrupamentos celulares (colônias). Os agrupamentos podem ser aos pares (diplococos), em forma de colar (estreptococos) ou de cacho de uva (estafilococos).

Muito resistentes a variações de temperatura e também a agentes químicos, algumas bactérias apresentam filamentos móveis chamados flagelos, para a locomoção. A maioria das doenças causadas por bactérias é tratada com antibióticos, substância produzida por microrganismos (os mais comuns são os fungos) ou sintetizada em laboratório, capazes de impedir o crescimento ou mesmo destruir as bactérias. Porém, o tratamento nem sempre é eficaz, pois elas desenvolvem resistência contra determinados medicamentos, que perdem seu efeito.

Algumas espécies de bactérias podem provocar doenças fatais. É o caso da Staphylococcus aureus (causa infecções de pele) e da Streptococcus beta hemolíticos (causadora da escarlatina), que estimulam a superativação dos linfócitos , os glóbulos brancos responsáveis pela defesa do organismo. Ao produzirem grande quantidade de citosinas e óxido nítrico, causam um grave desequilíbrio na composição e circulação sanguínea , que pode resultar na morte do paciente. Este quadro clínico é conhecido como Síndrome da Reação Inflamatória Sistêmica (SIRS). Outros tipos, como a Escherichia coli (causadora de diarréia) e a Salmonella typhi (causadora da febre tifóide), que se alojam na região intestinal, podem atingir a circulação sanguínea e provocar uma infecção generalizada, que também pode levar à morte. Mas a maior parte das espécies de bactéria é benéfica ao homem. Elas são responsáveis, por exemplo, pela fixação do nitrogênio da atmosfera no solo, fundamental para o desenvolvimento das plantas. Também realizam a fermentação necessária para a fabricação de produtos como vinagres e queijos.

Doenças Causadas por Protozoários

Doenças causadas por protozoários parasitas envolvem, basicamente, dois locais de parasitismo: o sangue e o tubo digestório. No entanto, a pele, o coração, os órgãso do sistema genital e os sistema linfático também costituem locais em que os parasitas podem se instalasr. Essas doenças envolvem, em seu ciclo, hospedeiros, isto é, organismos vivos em que os parasitas se desenvolvem.

Caso o agente parasitário utilize dois hospedeiros para completar o seu ciclo de vida, considera-se como hospedeiro definitivo aquele local no qual o parasita se reproduz assexuadamente. Hospedeiro intermediário é aquele no qual o parasita se reproduz assexuadamente.

Quase sempre o homem atua como hospedeiro definitivo; na malária, no entando, a reprodução sexuado dos parasitas ocorre nos pernilongos que são, então, considerados hospedeiros definitivos, sendo o homem o hospedeiro intermediário.

Parasitoses mais freqüentes no Brasil causadas por protozoários:

Malária

Amebíase

Doença de Chagas

Giardíase

Tricomoníase